sábado, 27 de setembro de 2008

COMO IDENTIFICAR UM USUÁRIO









Como identificar um usuário

" 'De perto, talvez ninguém seja normal' ;
por outro lado, de perto, de muito perto, talvez o diabo não seja tão feio quanto se pinta.
O difícil é olhar de perto; afinal a exclusão esconde o insuportável."


(Tarcísio Matos de Andrade - "A pessoa do usuário de drogas intravenosas")

Antes de identificar um usuário de drogas é necessário definir como entendemos os termos usuário e droga.

Podemos dizer que identificar um usuário é tarefa muito simples: quem toma um cafezinho, bebe uma cervejinha, fuma um cigarrinho e toma um remedinho (por conta própria ou por indicação médica), é usuário de droga!

Esta afirmativa pode parecer um tanto quanto estranha, pois costumamos fazer as seguintes associações:

·droga = substâncias ilícitas (maconha, cocaína etc.)

· usuário = dependente (popularmente chamado de viciado, drogado etc.)

Alguns podem argumentar que as substâncias ilícitas são mais perigosas e prejudiciais do que as lícitas (álcool, cigarro etc.). Mas com base em quê? Por exemplo, o que é pior: uma pessoa usar maconha ou álcool?

Se analisarmos as situações a partir da substância, já saberemos a resposta.

Se tomarmos como referência o tipo de relação que o usuário mantém com a droga, a análise já será diferente. Se imaginarmos um uso constante, em quantidades relativamente altas, enfocando prejuízos orgânicos causados pelo uso crônico, síndrome de abstinência, incapacitação social e riscos de overdose, comparados entre as duas substâncias, a posição relativa das drogas, mudará drasticamente. A esse respeito, Masur e Carlini, no livro "Drogas: subsídios para uma discussão", fazem uma comparação dos prejuízos causados a curto e a longo prazo, por cinco substâncias sobre as quais existe mais discussão: cigarro, álcool, maconha, cocaína e heroína.

Bem, o que estamos querendo dizer com tudo isso?

Primeiro: que tudo é muito relativo.

Segundo: que, ao invés de nos preocuparmos em identificar um usuário, seria muito mais adequado procurarmos olhar para o ser humano, ou seja, entender como ele pensa, o que sente, o que deseja, o que o preocupa, quais as suas necessidades... sem pré-julgamentos, sem preconceitos, sem medo. Mas... como disse Andrade: "O difícil é olhar de perto. Afinal a exclusão esconde o insuportável". E o insuportável é aquilo que, mais intimamente, dentro de nós, evitamos ter contato.

Quando suspeitamos que alguém usa droga ilícita, procuramos alternativas para lidar com a situação da melhor maneira possível. Podemos conversar com a pessoa ou solicitar a orientação de um profissional. Às vezes buscamos soluções mágicas como, por exemplo, uma lista de sinais de uso de drogas. Mas o que fazer com as informações contidas nessa lista? Mesmo que nos auxiliem a identificar um usuário, o que fazer com essa descoberta?... E, então, perguntamos: essa lista serve para quê? Muita vezes acaba sendo utilizada como pretexto para que nos tornemos detetives ou espiões capazes de invadir a privacidade do outro. Serve, portanto, como um paliativo para diminuir a angústia que se tem pelo desconhecido.

E o desconhecido não se refere apenas às drogas ilícitas - embora essas despertem uma certa curiosidade, acompanhada por uma sensação de mistério decorrente do mito que se criou em torno delas - nem muito menos às lícitas, já que são aceitas socialmente e seu uso é estimulado.

O desconhecido é o ser humano, com sua enorme complexidade. Somos nós mesmos. É o outro diferente de mim.

Várias podem ser as causas dos sinais listados para reforçar nossa capacidade de rotular, estigmatizar e discriminar aquele que é diferente, ou seja, que foge daquilo que chamamos de normalidade.

Não nos interessa, portanto, saber quais os sinais para identificar quem é usuário. Devemos nos interessar em saber o que o uso de drogas (lícita e/ou ilícita) está sinalizando. Pode, por exemplo, ser uma das respostas (às vezes a única) para problemas individuais, familiares e/ou sociais ou, ainda, uma experiência que faça parte das descobertas e do crescimento do ser humano.

Assim, um uso constante de qualquer substância não deve ser ignorado nem banalizado, tal como habitualmente fazemos quando se trata das drogas lícitas. De outro lado, uma experiência com droga ilícita não deve ser tratada com pânico nem desespero.

Investir no diálogo, em relações de respeito e confiança não evitará que as pessoas usem drogas (lícitas e/ou ilícitas). Porém, teremos a garantia mínima de um espaço aberto para a comunicação, o qual será útil para o encaminhamento mais adequado da questão.

Afinal, quem usa drogas são os seres humanos. Portanto, como tais, devem ser respeitados em sua subjetividade e individualidade.

Sinais e sintomas apresentados por usuários de drogas

  1. Mudança brusca de comportamento.
  2. Falta de motivação para atividades comuns.
  3. Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos.
  4. Queda da qualidade do trabalho ou abandono.
  5. Inquietação ou irritabilidade, insônia ou, ao contrário, depressão e sonolência.
  6. Atitudes furtivas ou impulsivas.
  7. Uso de óculos escuros, mesmo durante a noite.
  8. Uso de camisetas de mangas longas.
  9. Desaparecimento de objetos de valor.
  10. Uso de som em alta intensidade e troca do dia pela noite.

"Fique alerta! Seu filho é a jóia mais preciosa que você tem, não o abandone!"

ATENÇÃO:

Um sinal ou sintoma isolado pode não significar uso de drogas.


IMPORTANTE:
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar

medicamentos.
As informações disponíveis nesta página possuem apenas caráter educativo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MEGA FEIRA DE ARTESANATO EM FLORIANÓPOLIS











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Quem quiser participar, favor enviar e-mail com produtos que tem para oferecer para:

megsulmusic@hotmail.com


domingo, 21 de setembro de 2008

A 4ª EDIÇÃO DO EVENTO PROVITA NO HOTEL PLAZA ITAPEMA RESORT...SUCESSO!!!























PARABÉNS ITAPEMA!!


MAIS UM EVENTO DO PROVITA REALIZADO COM SUCESSO...GRAÇAS A COLABORAÇÃO DE UM GRUPO SELETO DE CIDADÃOS ITAPEMENSES.
NOSSOS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS AOS PATROCINADORES, E A TODO O PÚBLICO PRESENTE, QUE DIVIDIU E SOMOU COM AS AÇÕES DO PROVITA, TORNANDO-O CADA VEZ MAIOR E MAIS FORTE NO AMPARO AS PESSOAS E FAMÍLIAS DEGRADADAS PELA DROGA.





NÃO PODEMOS VENCER A CAUSA!! PORÉM...TRATAMOS BEM
DAS CONSEQUÊNCIAS!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008






SR VICTOR:

Artesão em Itapema a 23 anos , natural do Paraná elabora ambientes temáticos com traços medievais em alvenaria, escultura, pintura acadêmica (autodidata), e especialista em reprodução de embarcações.

Ele relata um fascínio por embarcações desde a sua infância, como retrata a postagem de fotos neste documentário, no mesmo bloco de fotos ele aparece com 3 anos desembarcando do navio CARPATIA na rota da Europa ao Rio Grande do Sul em 1940, que foi o navio que resgatou pertences e objetos do naufrágio do TITANIC que tinha em suas dependências um museu (memorial) com objetos dos passageiros do naufrágio. Em seu depoimento revela que o CARPATIA parou de navegar a nove anos.

Conta que na sua trajetória, aqui em Itapema ofereceu um monumento à cidade e foi impedido politicamente de elaborar um farol que seria construído com pedras e mantido por ele há 20 anos atrás, foi um dos fundadores do Mercado das Pulgas em Curitiba.

Toca serrote com arco de violino e cordão de madeira nos dentes e no verso, de clássicos a musicas ciganas.

Sobrevive da aposentadoria de um salário mínimo aos 70 anos, tendo paixão pela arte tirando dela complemento para sobrevivência de um filho menor e a esposa; Sem duvida um exemplo de trabalho e dignidade.

Em homenagem aos artistas deste Brasil cultural no dia do Artesão , 19 de março de 2008. PUBLICADO POR DJALMA E SORAYA AMARAL ITAPEMA SC.

Matéria publicada no portal Abracadabra.